segunda-feira, 18 de março de 2024
quarta-feira, 3 de junho de 2020
“A educação é o nosso passaporte para o futuro, pois, o amanhã pertence as pessoas que se preparam hoje.”
O Oportuna Cursos Online desde sua fundação em janeiro de 2015, tem se colocado a investir em todos os seguimentos para que haja facilidade no acesso ao mercado de trabalho, para maioria dos brasileiros que se encontram desempregado por falta de qualificação.
Essa medida amplia a democratização do acesso de muitos jovens à educação e ao mercado de trabalho, possibilitando o incremento da renda familiar e o avanço econômico do país.
Nós da OCO (Oportuna Cursos Online), entendemos que o ensino profissionalizante é de extrema importância para o país, visto que muitos jovens não têm condições financeiras ou tempo para investir em uma graduação na universidade.
O curso livre oferece uma oportunidade de aprender determinados conteúdos rapidamente e contribuir para o crescimento das empresas. Com isso, toda a sociedade é beneficiada, pois o sucesso de um negócio movimenta a economia e contribui ainda mais para o aumento das ofertas de emprego.
Também é uma ótima opção para os profissionais que estão formados há alguns anos e precisam se atualizar sobre as novas ocupações, novos conceitos, as mudanças do mercado e as tecnologias adotadas pelas empresas, que costumam mudar em um curto espaço de tempo.
" Para você que quer completar seus cursos Extra curriculares segue abaixa alguns cursos que estarão em breve online para você fazer sem sair de casa no seu tempo.
www.oportunacursosonline.com.br
PREPARE-SE CURSOS ONLINE CURSOS QUE SOMARÃO PARA SEU CURRÍCULO PROFISSIONAL
° A Importância da Leitura na Educação Infantil
A Importância do
reforço escolar
A inclusão da criança
com Síndrome de Down
Abordagem da História
local em séries iniciais
Administração Escolar
Administrando
Conflitos
Ajudando o Aluno a
Aprender Melhor
Alfabetização de pessoas com Síndrome de Down
Alfabetização e Letramento
Alfabetização para Deficientes Visuais
Alfabetização pelo Método Fônico
Alfabetização pelo Sistema Braille
Apoio à comunicação e linguagem para alunos com Atendimento
Educacional Especializado
Aprendizagem
Acelerada
Artes no Ensino
Fundamental
Assistente de Aluno
Autismo
Autismo - Aspectos Pedagógicos
Bullying nas Escolas
Complementação em Pedagogia
Deficiência Auditiva / Surdez
Deficiência Auditiva: Tipos, Causas e Diagnósticos
Deficiência intelectual associada à outra deficiência
Deficiência Visual
Deficiências
Múltiplas
Deficiências
Múltiplas - Deficiência Visual
Deficiências
Múltiplas: Baixa Visão
Desenho: fonte de
interpretação para o desenvolvimento pessoal
Desenvolvimento da
Pessoa com Síndrome de Down
Desenvolvimento de
pessoas com Deficiência Mental
Desenvolvimento
Social
Dislexia
Distúrbios de
Aprendizagem
Distúrbios do Sono
Docência na Educação Profissional e Tecnológica
Educação Especial
Educação Especial -
Condutas Típicas
Educação Especial
Inclusiva
Educação Especial:
deficiência física
Educação Física
Adaptada
Educação Física
Escolar - Jogos e Brincadeiras
Educação Física no
contexto da educação infantil
Educação Física no
contexto do ensino
Educação Física no
contexto do ensino fundamental
Educação Inclusiva
Educação
Inclusiva/Especial
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
DISLEXIA:
DESAFIO PARA SALA DE AULA
Roméria Costa Melo Moreira
Curso Psicopedagogia
Institucional
10/07/2016
Resumo
O presente artigo abordará os distintos tipos
de dislexias, encontrados na infância e na iniciação escolar promovendo assim a
sua identificação, aludirá algumas leis para melhor entendimento da
classificação e das necessidades educacionais especiais. Citará também algumas
estratégias de como o educador deverá agir em sala de aula e a importância de
táticas utilizando recursos para as aulas com crianças disléxicas.
Palavras chave: dislexia, aprendizagem, professor
Abstract: This article will discuss the different types of dyslexia,found in childhood and school initiation thus promoting their identification, alluded to somelaws to better understandingof classification and special educational needs. Also will quote some strategiesof how the teacher should act in the classroom and the importance of using tacticalresources for classes with dyslexic children
Keywords: dyslexia, learning, teacher
1 INTRODUÇÃO
Temos como estilo de vida a busca
pelo completo. Deparando-nos com muitas dificuldades em nos relacionar com o diferente.
Então nos encontramos em torno do comum. Sendo tomados por um senso comum e por
nossos saberes cotidianos e deixamos de buscar um conhecimento científico.
Marilena Chauí nos alerta que uma das características do senso
comum e dos saberes cotidianos é por serem subjetivos, generalizadores, nossas
certezas cotidianas e o senso comum de nossa sociedade ou do nosso grupo
social, cristalizam-se em preconceitos com a qual passamos a interpretar toda a
realidade que nos cerca e todos os acontecimentos.
Existe uma grande necessidade de aperfeiçoar
melhor nossos docentes, o ambiente educacional está em intensa mudança tanto no
ponto de vista de conceitos e valores, como da prática. A despeito de tantas mudanças, o professor
ainda resiste em mudar as práticas pedagógicas justificando essa resistência
com argumentos do senso comum.
Com o ingresso na escola, a
perspectiva que pais e professores têm, é que a criança aprenda a ler e
escrever, pois são as competências cognitivas mais valorizadas no processo
ensino/aprendizagem. Entretanto aprender
a ler e escrever exige novas capacidades que não faziam parte da vida diária da
criança até o momento, proporcionando novos desafios com relação ao
conhecimento da linguagem, o que a torna uma tarefa difícil para todas as
crianças.
Mesmo alguns possuindo uma
inteligência normal e apresentando ótimas disposições em outras tarefas,
apresentam dificuldades específicas no domínio da leitura e escrita. A dislexia
se enquadra dentro destas dificuldades, estima-se que entre 10% e 15% da
população mundial sofre desse distúrbio. Cerca de 4% da população apresentam
dificuldades acentuadas, necessitando de ajuda para que o problema não afete
seu ambiente estudantil/acadêmico, social e profissional. Segundo
Kappes
et al., (2012), a dislexia pode ser
Hereditária ou congênita, sem causas culturais,
intelectuais e emocionais, onde a criança falha no processo de aquisição da
linguagem.
2 O QUE É DISLEXIA?
A palavra dislexia é derivada de
(dis) distúrbio e (lexia) que em grego, quer dizer linguagem e, em latim,
leitura, portanto, dislexia é um distúrbio de linguagem e/ou leitura. A
dislexia caracteriza-se por dificuldades no reconhecimento preciso de palavras
(identificação de palavras reais) e na capacidade de decodificação (pronunciar
pseudo palavras), e além das dificuldades com leitura, escrita e soletração,
pode apresentar também déficits em outras áreas cognitivas ou acadêmicas, como
na atenção e na matemática. A dislexia pode ser contraída, quando a inquietação
surge em decorrência de uma lesão cerebral que afeta mecanismos de leitura que
antes funcionavam normalmente, ou pode ser uma dislexia de desenvolvimento,
quando a inquietação não pode ser explicada por meio de um acontecimento
externo.
Crianças disléxicas têm uma baixa
capacidade ao nível da ortografia e dificuldade em ler fluentemente, mostram
progresso na alfabetização surpreendentemente mais lento do que o de seus
colegas da mesma idade e do mesmo nível intelectual, associam-se frequentemente
problemas de memória e tendem a ser mais lentos e imprecisos a nomear figuras. Para
desenvolver a capacidade de ler, a
criança tem que desenvolver a consciência de que as palavras faladas podem ser
divididas em fonemas, que são as menores unidades sonoras que podem afetar o
significado de uma palavra e de que os grafemas, que são as letras e as
palavras escritas representam esses sons, tendo capacidade de lidar com os sons
e manejá-los, porém as crianças disléxicas têm uma baixa qualidade nessas representações
fonológicas devido a um déficit no componente fonológico da linguagem como
referido acima.
Toda criança disléxica precisa de
atendimento especializado, motivação, estabilidade emocional e ensino
apropriado. É necessária também a estreita cooperação entre especialista, professores
e pais.
Segundo Teles (2004) se existe suspeita da existência
de déficits fonológicos e ou de Dificuldades de leitura e escrita, deve ser
realizada a avaliação. É importante avaliar para diagnosticar, para delinear as
dificuldades específicas, as áreas fortes e para intervir. Avaliação pode ser
feita em qualquer idade; os testes são selecionados de acordo com a idade. Não
existe um teste único que possa ser usado para avaliar a dislexia, devendo ser
realizados testes que avaliem as competências fonológicas, a linguagem
compreensiva e expressiva (a nível oral e escrito), o funcionamento
intelectual, o processamento cognitivo e as aquisições escolares. Os modelos de
avaliação que se revelam mais eficientes são os que conduzem diretamente à
implementação de estratégias de intervenção que tenham em conta os dados
obtidos na avaliação.
O reconhecimento das palavras é de grande valor
nos primeiros estágios do aprendizado da leitura, assim deve ser o foco
principal da avaliação de dificuldades de leitura, no caso a dislexia. Kappes
et al., (2012) dizem que, na avaliação, o fonoaudiólogo e o psicopedagogo aplicam
se testes de lateralidade e avaliação da aquisição das habilidades, que são
aparelhamento espacial e temporal, discriminação e percepção visual e auditiva,
memórias tátil e cinestésica, memória imediata e de longo prazo, organização de
figuras e praxias orofaciais, também são realizados testes de leitura que é a
segmentação de palavras, ou seja, estudo dos sons, grupos consonantais,
dígrafos, vocabulário adquirido, leitura oral e silenciosa e testes de
linguagem escrita, através de ditado, cópia e escrita espontânea, além dos
testes neurológicos e teste oftalmológicos e audiômetro. São várias as causas
que podem intervir no processo da aquisição da linguagem, por isso é tão
importante um diagnóstico preciso, multidisciplinar e de exclusão, pois se
torna mais fácil dirigir as técnicas mais adequadas para a reintegração do
aluno, objetivando tornar mais eficaz o plano de tratamento. (IANHEZ; NICO,
2002) O diagnóstico da dislexia é de exclusão, pois é feito por uma equipe
multidisciplinar, ou seja, vários especialistas como psicólogos, fonoaudiólogos,
psicopedagogos e oftalmologistas são peças fundamentais para um diagnóstico correto,
onde eles realizarão uma bateria de testes avaliando o nível de inteligência e
todas as dificuldades encontradas pela criança. Um exemplo de intervenção, que
a escola pode usar uma versão de abordagem fonológica, enfatizando os sons e a
relação entre sons e letras, que é o mais recomendado para o tratamento da
dislexia, pois aumenta o reconhecimento da estrutura fonológica das palavras e
a relação entre representações fonológicas e ortográficas.
A intervenção não pode ocorrer somente
na sala de aula, pois segundo uma pesquisa realizada por Leach e Siddall (1990)
apud Dockrell e Mcshane (2000), os maiores avanços em precisão na leitura e na
compreensão de texto foram conseguidos pelas crianças que tiveram instrução doméstica,
ou seja, através de métodos mais diretos, como a leitura conjunta de textos
pelos pais e pelas crianças. A
identificação e intervenção precoce são o segredo do sucesso na aprendizagem da
leitura, a identificação de um problema é a chave que permite a sua resolução.
Quanto mais cedo um problema for identificado mais rapidamente se pode obter
ajuda. Identificação, sinalização e
avaliação das crianças que evidenciam sinais de futuras dificuldades antes do início
da escolaridade permite a implementação de programas de intervenção precoce que
irão prevenir ou minimizar o insucesso.
3 ALGUNS SINTOMAS QUE CARACTERIZAM DISLEXIA
Alguns sintomas encontrados nas crianças em idade
pré-escolar que caracterizam a dislexia, são eles:
- Dificuldade na aquisição e
desenvolvimento das habilidades linguísticas.
- Dificuldade em aprender as sequências
diárias.
- Dificuldade com análise e
síntese do som de uma palavra.
- Dificuldade na linguagem e na
fala: vocabulário pobre, disnomias, sentenças curtas e imaturas.
- Lentidão na cópia, necessidade
de apoio.
-Dificuldade no ditado, na cópia
e na escrita espontânea: trocas visuais, auditivas, espaciais, omissões,
inversões e aglutinações de fonemas e logatomas.
- Dificuldade com a leitura,
muitas vezes negando-se a fazê-la.
- Reconhecimento pobre de rima e
aliteração.
- Desatenção e dispersão.
- Dificuldade com a coordenação
motora fina: disgrafia e desenhos.
- Dificuldade com a coordenação
motora grossa: “desengonçado” nas aulas de educação
Física.
- Desorganização geral: nos
trabalhos escolares (lição de casa etc), no tempo etc.
- Dificuldades visuais: postura
da cabeça, desorganização na folha.
- Confusão entre direita e
esquerda (lateralidade), com mapas, dicionários etc.
- Dificuldade com memória
imediata: instruções, dígitos, tabuadas, sons de fonemas etc.
- Dificuldade na matemática
(discalculia) e desenho geométrico.
- Problemas de conduta na sala de
aula: é “exibicionista” ou tímido.
- Desempenha-se muito bem nas
provas orais, contradizendo os resultados das provas escritas.
O problema nem sempre está na
criança e sim nos processos educacionais, e além dos problemas de ensino há
também a alfabetização precoce, onde cada vez mais as crianças estão menos
prontas para iniciar o processo e são identificadas dificuldades de
aprendizagem que na realidade não existem, por isso o diagnóstico é essencial.
4 MITOS E VERDADES SOBRE DISLEXIA
Mesmo com tantos estudos e
explicações sobre o que realmente é a dislexia, muitas pessoas ainda permanecem
com uma visão distorcida sobre o assunto. Portanto, Ianhez e Nico (2002) falam
sobre algumas dúvidas e mitos que pais de crianças disléxicas têm a respeito da
dislexia. Muitas pessoas veem a dislexia como uma doença, mas isso é um mito, a
dislexia não é uma doença, e sim, um distúrbio específico de aprendizagem na
área da leitura e escrita, que melhora quando há um acompanhamento
especializado, onde serão adequadas técnicas para a superação das dificuldades
específicas de cada pessoa. Pensar que a dislexia pode ser curada, é outro
engano. A dislexia não tem cura, pode melhorar com o apoio e o ensino adequado.
Muitas das dificuldades podem ser contornadas, e outras se tornarem menores, mas
não desaparecem totalmente. Existem muitas pessoas que acham que todas as crianças
e adultos que têm dificuldades em ler, soletrar e escrever são disléxicos, isso
é um mito. Existem numerosas razões para o fato de algumas
pessoas serem mais lentas do que outras na aprendizagem da leitura e escrita, é
por isso que o diagnóstico multidisciplinar é tão importante, pois é através
dele que será detectado qual distúrbio que a pessoa sofre e como tratá-lo.
Outro mito polêmico entre as pessoas é que a hiperatividade esteja ligada à
dislexia. As crianças disléxicas podem ser hiperativas, mas não
necessariamente. Quanto à questão de que os disléxicos têm inteligência baixa,
é outra falsa afirmação, pois a dislexia caracteriza-se justamente pelo quadro
de indivíduos que, no mínimo, têm inteligência média. As crianças que possuem
inteligência abaixo da média podem se enquadrar em outro tipo de dificuldade,
mas não em dislexia. Alguns pais se sentem culpados pelo(a) filho(a) ser disléxico(a),
isso é um erro. Não existe “falha” de ninguém. A dislexia pode ser congênita,
fator este, que vem sendo estudado
e está se confirmando a cada
pesquisa realizada. Enfim, os disléxicos precisam de atendimento especializado
e motivação, para que isso aconteça é preciso que pais e educadores busquem se informar
melhor sobre o assunto para que possam lidar corretamente com a dislexia.
5 A QUESTÃO DOS PROBLEMAS EMOCIONAIS
Geralmente a criança disléxica é
triste e deprimida, devido ao repetido fracasso em seus esforços, sempre
tentando superar suas dificuldades e não conseguindo, tudo isso são fatores que
fazem com que ela se torne uma pessoa agressiva e angustiada. Como consequências
da dislexia, encontramos a repetência e evasão, pois se o problema não é
detectado e acompanhado, a criança não aprende a ler e escrever, com isso acarreta
o desestímulo, a solidão, a vergonha e implicações em seu autoconceito e rebaixamento
de sua autoestima, gerando problemas de comportamento, como agressividade e até
envolvimento com drogas. A dislexia começa como um distúrbio de leitura e
escrita e acaba com um problema que pode durar a vida inteira, como depressão e
desvio de conduta. Para evitar essa espécie de derrota auto perpetuadora, é
preciso que os pais reconheçam esses problemas de comportamento como pedidos de
ajuda, que indica que uma intervenção seja necessária como um programa de
aconselhamento.
6 COMO TRABALHAR COM DISLÉXICOS DENTRO E FORA DE SALA DE AULA
6.1 A Dislexia e a Alfabetização
Geralmente a dislexia fica mais
evidente no período de alfabetização, pois as crianças passam a ter uma enorme
dificuldade em aprender a ler, escrever e soletrar, portanto, é muito importante
que pais e professores fiquem atentos. Uma das dificuldades que os disléxicos
encontram na alfabetização é a falta de consciência dos fonemas, que é importante para a aprendizagem
da leitura em um sistema de escrita como o nosso, que é um sistema alfabético,
pois as letras do alfabeto representam os fonemas, e para Nunes et al., (2003),
parece impossível a uma criança aprender a ler ou escrever usando o alfabeto, a
não ser que compreenda a divisão de palavras e sílabas em
fonemas. Confusões com os
grafemas também são dificuldades encontradas pelos disléxicos, como as
inversões, omissões, adições e substituições de letras e sílabas. O disléxico
precisa olhar e ouvir atentamente, observar os movimentos da mão quando
escrever e prestar atenção aos movimentos da boca quando fala. Desta forma, a
criança disléxica associará a forma escrita de uma letra com seu som como com
os movimentos, pois falar, ouvir, ler e escrever, são atividades da linguagem.
É preciso compreender que o alfabeto é um código para fonemas, os sons
individuais da fala e da linguagem, e com isso ser capaz de usar esses códigos
rápida e automaticamente, de modo que possa se concentrar no significado do que
lê. As crianças disléxicas não possuem apenas dificuldades, pelo contrário,
algumas possuem habilidades e talentos em áreas diferentes da leitura e da
escrita, como por exemplo:
- Facilidade para construir, ou
consertar as coisas quebradas.
- Ser um ótimo amigo.
- Ter idéias criativas e achar
soluções originais para os problemas.
- Desenhar e/ou pintar muito bem.
- Ter ótimo desempenho no
esporte.
- Ter ótimo desempenho na música.
- Demonstrar grande afinidade com
a matemática.
- Revelar-se bom contador de histórias.
- Sobressair-se como ator ou
dançarino.
- Lembrar-se de detalhes.
Estes são alguns dos vários talentos
e habilidades que o disléxico pode ter e que muitas pessoas que leem e soletram
bem não possuem. Portanto, é importante incentivar as crianças a escrever e
desenvolver o gosto pela leitura, proporcionando ambientes propícios.
As crianças disléxicas aprendem de
maneira diferente, mas podem acompanhar o ensino convencional se tiverem o
apoio nas dificuldades específicas, portanto a escola como contexto
institucional da ação educativa, é um vértice fundamental no âmbito das
dificuldades de aprendizagem, no caso a dislexia, pois, a responsabilidade na
prevenção do “insucesso escolar” recai inteiramente sobre ela e sobre os professores
que são os profissionais responsáveis pelo ensino da leitura e da escrita, a
escola ao suspeitar que o aluno é disléxico e mesmo portador de qualquer outro distúrbio deve realizar uma avaliação e
depois encaminhá-lo para os testes necessários, e ao ser diagnosticado que a
criança realmente é disléxica a escola deve realizar algumas mudanças que
ajudem os disléxicos. Algumas funções que a escola deve adotar ao constatar que
a criança possui dislexia: Dar encorajamento atender e respeitar as capacidades
e os limites das crianças estar informada para amparar a criança em sua
dificuldade. Manter o professor da classe familiarizado e sensibilizado com a
dislexia para compreender e apoiar a criança na sala de aula, ou ainda reconhecer
a necessidade de ajuda extra. Desenvolver um clima de paciência, para que as
crianças possam ter tempo suficiente para cumprir suas tarefas e até mesmo
repeti-las várias vezes para retê-las. Para
Cogan (2002), apud Lima et al., (2012), a formação dos professores neste domínio
deveria abordar a relação entre a linguagem oral e a linguagem escrita, como a correspondência
entre fonemas e grafemas, a estrutura fonêmica da língua, regras de ortografia,
sintaxe, semântica e diferentes modelos de funcionamento do processo de leitura
com as crianças disléxicas,
algumas vezes elas não está
dispostas a fazer suas lições. Existem outras maneiras de ensinar sem usar
lápis e papel. Os jogos, por exemplo, podem ajudar. Seja versátil em relação às
necessidades da criança. Algumas vezes a criança disléxica não está preparada
para determinada lição, mesmo que se pense o contrário. Deixe tal lição de
lado ou tente outra abordagem.
.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Atualmente, nota-se
uma falta de conhecimento dos educadores e pais de disléxicos em relação à
dislexia e em função de um número significativo de crianças com esse distúrbio,
é importante saber sobre as causas, o diagnóstico, o tratamento e
principalmente saber o que a escola e os pais podem fazer para minimizar as consequências
do mesmo na vida dessas crianças. Esse trabalho foi elaborado através da
pesquisa bibliográfica, descobriu-se que a dislexia não tem cura, mas que se diagnosticada
e tratada em tempo certo a criança pode melhorar muito o seu desempenho em sala
de aula. Sabe-se que a dislexia é um distúrbio específico da linguagem,
caracterizado pela dificuldade em decodificar palavras simples, dificuldades
estas que não são esperadas em relação à idade. É importante que seja feito um
diagnóstico preciso, multidisciplinar e de exclusão, pois são várias as causas
que podem intervir no processo da aquisição da linguagem. Quanto mais amplo o
contexto que observamos a dislexia, mais fácil será de entender suas causas e
de lidar com ela. Assegurar a criança disléxica um sistema educacional de qualidade
é muito importante, e para que isso aconteça é indispensável à colaboração de
pais e educadores na tarefa de ajudar essas crianças, encorajando-as;
compreendendo-as; tendo muita paciência, pois o disléxico leva mais tempo para
realizar suas tarefas; lembrar sempre que ele é capaz e criativo; saber a forma
apropriada para ensinar a criança; não exercer pressão sobre ela; não fazer
comparações com outros membros da família ou da escola; motive-a; incentive-a,
essas são apenas algumas das dicas que irão ajudar você a lidar com o
disléxico, portanto é necessário procurar sempre se informar sobre o melhor a
fazer em cada situação, tendo consciência de que é necessário que cada um faça
sua parte e assim com certeza ficará muito mais fácil se relacionar com as crianças
que sofrem desse distúrbio.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
IANHEZ, Maria Eugênia; NICO,
Maria Ângela. Nem sempre é o que parece: como enfrentar a dislexia e os
fracassos escolares. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Alegro, 2002.
NUNES, Terezinha; BUARQUE, Lair;
BRYANT, Peter. Dificuldades na Aprendizagem da leitura: teoria e prática. 5ª
Ed. São Paulo: Cortez, 2003.
PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico
de distúrbios de aprendizagem. São Paulo: Pioneira, 1997.
SMITH, Corine; STRICK, Lisa.
Dificuldades de aprendizagem de A à Z: um guia completo para pais e educadores.
Porto Alegre: Artmed, 2001.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
PSICOPEDAGOGIA EM FOCO
boa tarde a todos, passando para informar que em breve teremos muita coisa boa neste blog. aguarde!!!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Igreja Apostólica da Palavra de Deus: INSTITUTO EDUCACIONAL APOSTÓLICO
Igreja Apostólica da Palavra de Deus: INSTITUTO EDUCACIONAL APOSTÓLICO: A creditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressiv...
O FAZER O EDUCAS
Na educação infantil o “cuidar” é parte integrante da educação, embora possa exigir conhecimentos, habilidades e instrumentos que exploram a dimensão pedagógica. Cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimento e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.
sábado, 26 de janeiro de 2013
PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR
O CAMPO DE ATUAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR:
ELE ATUA EM UM HOSPITAL E COMO TAL FAZ NECESSÁRIO ELE CONHECER TODA ESTRUTURA HOSPITALAR.. SEMPRE ESTARÁ O PSICOPEDAGOGO ATUANDO JUNTO UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE UMA FORMA COESA E NUNCA SEPARADAMENTE OU FRAGMENTADA.
A ARTE TERAPIA NA EDUCAÇÃO E SAUDE:
__COM A CRIANÇA:
DE ACORDO COM URRUTIGARAY (2003), O TRTABALHO É SEMPRE ESTIMULAR A CRIANÇA .
ALGUNS RECURSOS A SEREM UTILIZADOS NA TERAPIA:
A ARTE FAZ PARTE DA VIDA, E SEMPRE SURGE ESPONTANEAMENTE E SE ESTIMULADA LIVREMENTE, MOSTRA TODA VIVÊNCIA DO MUNDO.
E NOTÓRIO QUALQUER PESSOA EM CONTATO COM A ARTE, SEMPRE IRÁ SENTIR COM SEUS SENTIDOS, SENSIBILIZANDO-S COM AS CORES.
O DESENHO: É ALGO QUE ESTÁ NA VIVENCIA DA CRIANÇAS DESDE A MAIS TENRA IDADE, SEMPRE QUE A CRIANÇA DESENHA É UM MOMENTO DE BRINCADEIRA, MAS A COORDENAÇÃO MOTORA SE FAZ PRESENTE EM SEUS MOVIMENTOS ESPONTÂNEOS.. MESMOS QUE OS RISCOS SEJAM DOS MAIS SIMPLES AOS MAIS COMPLEXOS QUE A CRIANÇA QUE A CRIANÇA REGISTRA SUA BASE PARA A E VOLUÇÃO ESCRITA.
A COLAGEM E O RECORTE:
PILOTO (2005) DIZ QUE A MOTRICIDADE FINA (MÃOS E DEDOS) CONSTITUE UMA DAS ÁREAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA ESTRUTURA PSICOMOTORA INCLUÍNDA NA COORDENAÇÃO GLOBAL NA QUAL ÃO REALIZADAS MOVIMENTOS ESPOECÍFICOS DE APREENSÃO ADEQUADOS. O TATO SEMPRE É O MAIS ESPLORADO PELAS CRIANÇAS E PARA QUE A CRIANÇA CRESÇA INTELECTUALMENTE E EMOCIONAMENTE PRECISA DESENVOLVER SUA HABILIDADE MANUAL. E SE O ESTIULO FOR ADEQUADOS ELA AVANÇA COM OS MOVIMENTOS MAIS LEVES E FINOS DA MÃO, QUE NUNCA PODEM DEIXAR DE ESTAR PRESENTE NA ESCRITA.
A COORDENAÇÃO MOTORA FINA EMRE É VISTA COMO UMA CAPACIDADE DE CONTROLAR OS PEQUENOS OS PQUENOS MÚSCULOS EM ATIVIDADES REFINADAS COMO PRFURAR, AMASSAR, COLAR, ENCAIXAR E REORTAR DENTRE OUTROS.
A LITERATURA :
SEMPRE QUE UMA CRIANÇA FOR INDUZIDA A CONTAR UMA HISTÓRIA, ELA COMEÇA PROJETA ALGO DE SDUA VIDA, USANDO ALGUM TEMA OU MESMO DA SUA PRÓRIA VIDA.
UM ESTUDO DE CASO DO"" LIVRO PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR"" DE OLIVIA PORTO,(2008.P.88).
LOCAL; MATERNIDADE PUBLICA.
PACIENTE ; M
A PACIENTE M DEU ENTRADA EM FRACO TRABALHO DE PARTO, VEIO acompanhada da mãe, foi encaminhada para exame, uma vez que a bolsa d'AGUA já havia rompido. éram,os de uma equipe de saude mental onde uma delas é psicopedagoga.
m foi levada para a sla de parto. notamos que ela não falava nem esboçava nenhuma reação diante das contrações que já eram constantes. notamos também que havia alguma coisa estranha com m, e acompanhamos ela até a sala de parto. quandfo a criança estava preste a nascer, M em um ato brusco fechou as pernas. a equipe nesse momento começo a pedir a ela que relaxasse e abrisse as pernas, mas ela não emitia qualquer reação. nessa hora, médicos e auxiliares tentavam em vão destravar as pernas da paciente, até quer a psicóloga notou uma lágrima caíndo dos olhos de m. Em um ato rápido a psicologa falou no seu ouvido." deixe seu filho nascer, ele vai lhe dar muitas alegriasd, enquanto isso, a outra acariciava sua testa e seu rosto. aos poucos ela foi descontraíndo as pernaS E NASCEU UM LINDO BEBE. foi-lhe perguntado e ela gostaria de ve-lo, no entanto esta só chorava, mas viu a criança que foi levada parar o berçãrio. e após aos procedimentos médicos, ela foi levada para um quarto para pacientes quew apresentam riscos.
a mãe da aciente não quis ver a criança, e alguns médicos queriam emovê-la para o centro psiquiátrico Dom pedro II uma equipe formada de assistente sociais, psicólogas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem reuniram-se e resdolveram entrevistar a mãe. da paciente, após exaustiva pressão ela decidiu ser entrevistada pela equipe.
sintese da entrevista;
a mãe relata que são de uma seita. m começou a namorar um rapaz e em dois meses, ficou noiva. ele levou-a para conhecer a casa onde iriam morare ,três meses depois, m estava grávida, ela informou ainda que m é formada e trabalha como contadora, quando soube da gravidezx, o rapaz sumiu. foram até a casa em que ele disse que iriam morar, mas ninguém o conhecia, e a casa já estava alugada. m foi condenadas pela seita a ficar sentada na cadeirta de casdtigo durante três meses sempre que houvesse culto, expsta para que as outras moças ão ouassem a fazer o que ela tinha feito, quando terminou o castigo. m ficou trancada em casa. a mãe relatou ainda que seu comportamento havia mudado, não falava não comia, só quando era obrigada. o seu estado era de isolamento total. uma das assitentes sociais queria chamar a policia, mas a equipe resolveu passar o casa para a direção do hospital que teve sessiblidade de dispor um leito que todo paciente psiquiátrico tem direito em qualque hospital.
o trabalho psicológico e psicopedagógico.
a equipe resolveu não fazer uso de medicação uma vez que único contato com o mundo era o amor que ela tinha pelo filho e o amamentava. trabalho pocopedagógico começa e era necessário criar vinculos com a equipe do hospital, inclusive médicos que eram resistentes resolveram colaborar. um grande mutirão foi organizado, ropas de bebe, fraldas descartáveis, roupas para m, um médico doou m carrinho de bebe, m começou a falar no inicio somente com a psicologa/psicopedagoga, dai começou o trabalho psicopedagógico própriamente dito; iniciando pela fala e aos poucos desenvolvendo o pensamento, o raciocinio de coisa que ela pudesse compreeender, passando para a escrita a interpretação do que ela hava escrito. aos poucos ela começou a desenvolver conhecimento lógico, a abstração. as sessões eram realizadas de segunda feira a sexta feira com uma hora e quarenta minutos. m muito inteligente e sentia uma enorme necessidade em sua recuperação. naquele momento, o hospital era seu único vínculo de volta a viver. percebendo que não stavaq só e que muitas pessoas gostavam dela, após 28 dias. m é encontrada no corredor do hospital querendo ir até o berçãrio para amamentar o filho. a equipe a fez retornar até o quarto onde ela tomou banho, o que era muito dificil para ela( pois o contato com o corpo que um dia deu-lhe prazer era para ela sinônimo de sofrimento e desprazer, era muito complicado), mas a atuação da psicologa/psicopedagoga foi brilhante. isto era o começo do resgate da sua identidade e singularidade. ela foi penteada e arrumada para ver e amamentar seu filho.
o segundo passo foi recuperar parte cognitiva especifica, já que era FORMADA EM CONTABILIDADE. CONTAMOS COM AJUDA DE UM TÉCNICO ADMINISTRATIVOP QUE ERA CONTADOR e , aos poucos ela foi reaprndendo. na medida que ela se tornaqva forte psiquicamente, ela se transformava. com três meses de nternação, m era outra pessoa, segura e conseguiu recuperar toda parte cognitiva, embora a parte afetiva continuasse um pouco abalada as intervensões psicopedagogicas continuavam e a psicoterapia também aos sábados e dmingos, a equipe de enfermagem se encarregavam dos cuidados prescritos pela psicopedagoga.
é bom observar que toda equipe hospitalar estava envolvida no caso, o que foi vital para recuperação de m.
desfecho;
enquanto m se recuperava a mãe foi encva,minhada para o serviço psiquiatrico da unidade e psicologia.
M teve alta e cinco meses depois, stava recuperDA, MAS CONTINUOU com a psicoterapia no ambulatório por mais tempo foi levada para casa do irmão e da cunhada que não citei antes, mas sempre estive presente nos tratamentos. hoje passados quatro anos m trabalha, mora ainda com o irmão, a cunhada cuida da criança e a mãe já teve várias internações psiquiátricas.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
DISCALCULIA SUA NATUREZA E INTERVENÇÕES
A discalculia é uma dificuldade para compreender a aprender matemática que não está associada a dificuldades gerais de aprendizagem - como as dificuldades de aprendizagens moderadas graves ou profundas, ela é portanto considerada uma dificuldade de aprendizagem específica. É descrita desta maneira.
" Discalculia é uma condição que afeta a capacidade de adquirir habilidades matemáticas. Os aprendizes com discalculia podem ter dificuldades para compreender conceitos matemáticos simples, não possuem compreensão intuitiva de números e tem problemas para aprender fatos e procedimentos numéricos. Mesmo que produzam a resposta correta ou usem o método correto, eles fazem isso mecânicamente e sem confiança.(DFES,2001C).
Uma das caracteísticas da discalculia é a dificuldade de realizar cálculos simples, como adição, dificuldade de como responder os problemas de matemática, fazer substituição de números, inverter números, como por exmplo 6 por 9 , alinha mal os números, não consegue ler corretamente os simbolos matemáticos. muitos estudos tem sido feito para tentar identificar diferentes tipos de discalculia, então elencamos algumas definições básicas, como.
- discalculia espacial - relaciona-se a dificuldades de avaliação e organização visualespacial.
- Anaritimetria envolve confusão em procedimentos aritméticos como por exemplo misturar operações escritas como adição, subtração e multiplicação.
- DISCALCULIA LÉXICA (ALEXIA) REFERE-SE À CONFUSÃO DIANTE DA LINGUAGEM MATEMÁTICA E SUA RELAÇÃO COM OS SIMBOLOS (SUBTRAIR, RETIRAR, DEDUZIR, MENOS E "-").
- Discalculia gráfica parecem estar relacionadas as dificuldades para escrever os simbolos e dígitos necessários para os cálculos.
- Discalculia practográfica relaciona-se à deficiência na capacidade de manipular objetos concretos ou gráficamente ilustrados. A criança tem dificuldade em aplicar na prática conhecimentos e procedimentos matemáticos. Ela pode ão ser capaz de arranjar objetos em ordem de tamanho, comparar dois itens em relação ao tamanho ou afirmar quando dois itens são identicos em tamanho e peso. (sanzer,1001)
è claro que algumas dessas dificuldades estão ligadas aparentemente com autras dificuldades como discalculia espacial pode estar relacionadas com a difilcudade dispráxica, e a discalculia léxica e talves a gráfica podem estar relacionadas com a dislexia.
Diferentes sistemas neurais contribuem para a apfrendizagem matemática, e um deles é o sistema verbal, nele é armazenado fatores numéricos, com a ligação entre os números, além das atividades aprendidas verbalmente por repetições como as tabelas de multiplicações , as poesias, por exemplo. Uma criança com discalculia tiver também dislexia, sendo a dislexia na base fon ológica o sistema neural afetado talvez seja o sistema verbal que sustenta a contagem de cálculos (goswami, 2004,p.179).
Para que o educador identifique a discalculia, ele precisa ter o conhecimento da definição da discalculia e suas características. quando ele for avaliar o aluno com discalculia ele precisa verificar se ele não posseu outras dificuldades como a dislexia e fazer sua avaliação neste contexto.
alguma habilidades que servem como pré requisitos na matemática.
- contar e utilizar os números até 10 em contexto familiar.
- reconhecer os números 1 a 9.
- falar a respeito e criar padrões simples.
- começar a compeeender a adição como combinar dois grupos de objetos e a subtração como retirar
- descrever o formato e o tamanho de formas sólidas e planas.
- empregar palavras do cotidiano para descrever posições.
- utilizar idéias matemáticas iniciais para resolver problemas práticos.
(DFEE/QCA, 1999a, p. 62).
Algumas intervensões:
algumas intervensões mais especificas, ião ajudar aos alunos com discalculia. ao eninar numa classe é muito importante que o professor esteja ciente que o aluno estar prestando atenção, chame sempre pelo seu nome, divida sempre as explicações em pequenas etapas, será mais fácil para o aluno prestar atenção.
o aluno pode ter dificuldadew em aplicar aprendizagenms matemáticas tais como. contar dinheiro, comprar e pagar com dinheiro, o professor pode utilizar de estratégias, como teoria e prática o ajudará a adaptar os conhecimentos,
na avaliação divida tarefas em atapas pequenas para facilitar o entendimento.
sempre que for possivel o uso de aparelhos concretos, faz a vivenciar e concretizar o que eswtá sendo feito.(obs.um aluno com discalculia pode precisar mais da prática com uso de ítens concretos por mais tempo do que outros alunos).
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
TRABALHO DE GRADUAÇÃO - TG
VIOLÊNCIA
NA ESCOLA PRECURSORA DE CONFLITOS INTERPESSOAIS
Roméria Costa Melo Moreira
Profª: Nivana Batista
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Licenciatura em Pedagogia PED 0030 – Trabalho de
Graduação
28/11/2012
.
1-
INTRODUÇAO
A questão da violência e os comportamentos
antissociais têm aumentado no decorrer dos anos, nota-se que desde a década de
noventa o aumento é devastador, os níveis de stress, angustias, opressões e
cansaço nos educadores a cada momento é notório.
À medida que a violência cresce
existe um impetuoso choque entre as decepções e insatisfações no âmbito
escolar. A escola por sua vez necessita se preparar para mediar estes conflitos,
que muitas vezes sua incapacidade está no desenvolvimento de estratégias que
colabore para formação do sujeito ético.
As situações de confusões dentro e fora da sala de aula tem causado um
grande desgaste nos professores e em toda equipe pedagógica. O que é relevante
destacar que conflitos sempre estarão presentes quando se tratar de relações
interpessoais e a violência lesiona estes relacionamentos, automaticamente
comprometendo o desenvolvimento da aprendizagem.
O presente trabalho aborda questões da violência sob uma perspectiva da
prevenção através da educação para não a violência, com desenvolvimento de
atitudes, valores e habilidades socioemocionais afetivas para lidar com as
situações interpessoais potencialmente geradoras de conflitos interpessoais,
com vista a construção de padrões mais satisfatório de convivência humana.
O teórico (DEL PRETTE
& DEL PRETTE 1999) em sua abordagem conceitua que a Inteligência
Interpessoal, Inteligência emocional, competência Social, Habilidades sociais
etc. Vem sendo utilizada com muita liberdade, referindo à capacidade de
articular sentimentos, pensamentos e comportamentos em diferentes situações e
demandas interpessoais. Para que se trabalhem as relações Interpessoais usando
estas habilidades criando assim um cenário harmônico no interior da escola, e
os conflitos decorrentes estes relacionamentos possam ser geridos e
controlados.
2 – PRESSUPOSIÇÕES DA ORIGEM DA VIOLÊNCIA
Afirmar de forma precisa à
origem da violência sem dúvida nenhuma é algo bastante complexo... Na verdade é
um pouco complexo o lugar de origem, mesmo que com muito esforço não se
compreende: quando violamos os direitos dos próximos, cria-se um terreno fértil
para que conflitos sejam gerados: isso se inicia desde o nascimento junto à
família e subsequente numa sociedade onde se gera desigualdade, rejeições, e
faz do sujeito em total carência em sua sobrevivência básica, como alimentação,
estudo, trabalho, possibilidades de oportunidades, criando personalidades
agressivas. A maior parte dos estudiosos concorda em conceituar a agressão como
um comportamento intencional de produzir dano em outra pessoa, para DEL PRETTE,
2001. ““ Há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores
agem, de maneira direta ou indiretamente, maciça ou esparsa, causando danos a
uma ou várias pessoas em graus variáveis, seja em sua integridade física ou
moral, em suas posses ou em suas participações simbólicas e culturais.´´
2.1 – ESTRUTURAS FAMILIARES
Neste caso de violência o
comportamento muito agressivo no interior da escola demonstra que sua origem
não começa na sala de aula, mas (na família) dentro da casa, O que se observa
atualmente é a falta de controle no que concerne a limites é responsabilidade
da família em fomentar na criança
sentimentos e valores éticos, bem como proporcionar um ambiente sadio, de
respeito, harmonia e segurança. A criança necessita desses fatores para a
construção de um caráter pacifista e não violência... A família deveria se ocupar diretamente na
formação do caráter moral, nos princípios dos seus filhos. Muitas vezes os
alunos até tem pai mãe e casa própria, mas não se preocupam com a formação de
seus filhos, quando eles veem, já está um pouco tarde os filhos já estão
inseridos nas drogas. É claro que diante de tantas acusações quem acaba se
prejudicando são os alunos, juntando as incapacidades geradas pelas
negligencias dos pais por um lado, por outro lado o acúmulo do saber sem uma
direção para a formação de vida onde se aglutinam as incapacidades
transformando assim em transgressões e violências.
Estudos feitos recentemente por Ann
Streissguth da Universidade de Washington, especialista no Comportamento
relacionado a Síndrome Alcoólica Fetal. Revela-nos outra forma de negligência
partindo desta vez da mãe, que é adquirida através da gestação; a mãe que
ingeri bebida alcoólica durante sua gravidez pode desenvolver no feto
transtornos de aprendizagem, déficit de atenção, hiperatividade, comportamentos
agressivos, e outros.
Na figura 1:
Mostra as características faciais diferente de um bebê normal.
Na
figura 2: Mostra detalhadamente as áreas que foram lesadas pelo álcool, que
posteriormente será
Manifestada na vida da criança com seus
efeitos.
Na
figura 3: dados obtidos na sistematização da assistência de enfermagem após
realização do exame físico verificam-se as áreas lesionadas pelo álcool, um
efeito devastador no cérebro da criança.
Na figura 4:
mostra um cérebro normal em seu tamanho e característica e um cérebro lesionado
pelo álcool.
Além das complicações físicas,
que são mostradas em foto a SAF, desenvolve vários problemas na atenção, na
memória, no comportamento e além de todas essas dificuldades, os danos
devastadores refletirão na sua vida durante sua estada na escola com vários
tipos de comportamentos agressivos, quando se torna indivíduo responsável pela
sua sobrevivência, não conseguem ser bem sucedidos, não permanecem na escola,
não se relacionam com os outros, serão inclinados ao álcool e outras drogas. As
dificuldades serão eminentes nestes indivíduos, não consegue construir com seu
cognitivo com as experiências, não controlam suas emoções, por isso são
violentos, muitos portadores da SAF, abandonam os estudos e caem na marginalidade,
entretanto todas essas dificuldades não são problemas de comportamentos mais os
danos que permanecem no cérebro. Segundo Ann Streissguth, da Universidade de
Washington, especialista no comportamento relacionado com a Síndrome.
“È triste ver que muitas crianças passam
pela vida sem que seus males sejam detectados”. É preciso ter muita experiência
para reconhecer a Síndrome, mesmo nos gravemente retardados. Muitas vezes
julgam mal as crianças com retardo leve, pois costuma serem extrovertidos e falador.
Ninguém imagina que seu sistema nervoso esteja afetado’
Embora a Instituição Familiar
seja um lugar importante tanto para o nível social quanto para o nível da vida
emocional de seus membros e que apartir desta instituição que aprendemos sobre
o mundo situarmos nele e construímos nossa primeira identidade. Contrariamente
essa instituição familiar tem ocupado o olhar dos estudiosos e de todas as
ciências sociais, às vezes combatidas, pois se apresenta como empecilho ao
desenvolvimento social, algo muito nocivo, lugar onde as neuroses são
fabricadas e se estabelece a mais implacável dominação sobre as crianças e as
mulheres, contudo não podemos negar que é a família reprodutora das relações
sociais e emocionais, devemos então intervir para o melhoramento dessas
dificuldades através de políticas que visem o bem estar da sociedade como um
todo.
2.2
– ESTRUTURAS
SÓCIO ECONÕMICA
A violência na escola pode
também trazer seu reflexo social, pois a precariedade nas condições financeiras
e de materiais pelos quais os alunos passam, quando ele chega na escola, ela
acaba sendo um local onde a vida dele está refletida no seu dia a dia, nas
questões familiar, fome, etc.
Imagina-se que a escola tem como
função socializar o sujeito para que a sociedade o receba, mas a socialização
se dá em vários aspectos, a escola tem que está preparada para que a
socialização aconteça: que possua um espaço onde o sujeito tenha prazer de estarem,
os materiais para as práticas pedagógicas sejam suficientes e adequados para
cada situação, a merenda seja balanceada e traga para o sujeito uma qualidade
de vida, entretanto quando o aluno de uma classe social menos favorecida chega
e depara-se com sua realidade, então sai abandona, ou começa agir com
violência, para exprimir o sentimento de
revolta que está interiorizado.
3 – TIPOS DE VIOLÊNCIAS
1
– VIOLÊNCIA FÍSICA - É conhecida como
agressões, brigas de alunos tanto no interior da escola, como fará dela, acertos entre alunos, brigas por
motivos banais, por merenda, enfrentamento de gangues rivais que se encontram
na frente da escola, usam armas como faca, revolveres e etc. As brigas se intensificam e são frequentes nas escolas,
como a agressividade que muitas vezes intitula-se como brincadeiras, bater,
correr, dar socos etc., comportamentos quase que frequentes em nossas escolas.
2 – VIOLÊNCIA VERBAL – Classifica-se
nesta violência os xingamentos, as injúrias, ameaças, tanto partindo dos alunos
entre alunos, como dos professores para aluno, ou qualquer outro funcionário da
escola. A priori são palavrões, insultos aos colegas, depois disso agressões
físicas, caso não haja habilidades de diálogos e negociação para tentar
resolver as adversidades, o ambiente escolar fica comprometido, e a
aprendizagem também.
3 -
VIOLÊNCIA SIMBÓLICA - No meio dos docentes fica nomeada esta violência
em dois pilares o primeiro desrespeito ao professor ( Ameaça e insulto ) e
descriminação.
Desrespeitos ao professor identificam
discurso que direcione atitudes, rebeldes, insultos e ameaças, tudo com o
objetivo de causar danos ou ferir a integridade física e moral dos
profissionais, forçando-o para que sejam menos exigentes nas atividades e
avaliações e em alguns casos usam até de agressões físicas, tentando intimidar
o professor e funcionários que podem ou não concretizar.
Descriminação e preconceito – Em
relação a esse tipo de violência, o preconceito contra cor da pele, com aqueles
que não estão no padrão vigente esteticamente, discriminações fazendo uso de
piadas, brincadeiras contra alunos pobres ou com alguma dificuldade na intelectualidade,
tanto para aqueles considerados nerdes ou para aqueles com algum grau de
deficiência. O que muitas vezes o motivo da evasão escolar ou da dificuldade de
aprendizagem por parte dos alunos ocorre através desse tipo de violência uma
vez que ela atinge a autoestima do sujeito diretamente.
4 –
VIOLÊNCIA DO GÊNERO – Este tipo de violência tem contribuído para o aumento no
número de meninas que tem se envolvido em brigas, atitudes de desrespeito que
anteriormente eram sempre associados aos meninos.
O número de meninas que lideram
gangues violentas tem aumentado assustadoramente nos últimos dias.
5 -
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - essa
violência ocorre no âmbito familiar, não importa sendo entre conjugues, ou pais
e filhos, muitas vezes quando a criança não consegue resolver atividades os
pais batem, se o aluno participa de jogos na escola ou em outro ambiente e se o
filho perde os pais agridem exigindo um resultado que as vezes o filho não tem
competência para atingir, esse tipo de violência atinge a integridade do aluno
seja no físico ou no emocional, mas o que é desconhecido para a família é que
essa violência causa um impacto muito grande no desenvolvimento intelectual,
social e moral do aluno, e esse tipo de
agressões quase sempre a escola não consegue reverter, é necessário um trabalho de conscientização
junto a família e a comunidade.
4
– INDISCIPLINAS ‘ RESULTADO VIOLÊNCIA’
É necessário que
se faça uma análise minuciosa sobre este assunto. Não podemos comentar sobre
indisciplina sem fazer uma fala sobre limites. Muitos professores e pais
costumam perguntar, o que aconteceu para que as coisas chegassem a esse ponto
que estão agora, quando se deparam com tantas situações de indisciplina as
quais sempre como o resultado violência.
Deparam com os filhos tratando os
pais mal, alunos que não respeitam professores, as vezes os professores tratam
mal os alunos, culminando assim num crescimento da indisciplina que prejudica o
ensino e a aprendizagem, a indisciplina age diretamente nos relacionamentos, ou
seja, na convivência com os pais em casa, na escola com a equipe pedagógica
como um todo.
Muitas vezes os alunos estão sem
noção de padrões de comportamento e limites, agem como bem entendem, usando e
abusando da liberdade em demasia do direito do que deveres e responsabilidades,
na sua visão egocêntrica buscando mais receber do que dar ou retribuir.
Entretanto esquecem que as regras ditas dentro de casa nem sempre são da
sociedade. A escola deve trabalhar essas regras ou normas com os alunos, não
cobrá-los antes aplicá-los e assim afastando dos problemas surgidos. Entendendo
que a escola deve começar pela casa e que solidifica onde as crianças, o
adolescente, jovem, frequentam e passam a maior parte do seu dia, portanto a
escola precisa sim trabalhar a sua parte.
Esta panorâmica que atualmente
se conhece se dá na casa de dois ou mais adolescente, os pais tem dificuldades
de administrar os conflitos, imagine numa sala de aula com 35 alunos, com
vários modelos de comportamentos tudo é mais complexo. Então o que fazer? Como
Agir nos conflitos? Às vezes os problemas são tratados com gritos, berros, com
intenção de se mostrar autoridade, mas o que se percebe nesta situação o efeito
é só momentâneo quando os docentes se afastam começa tudo novamente só que mais
intenso.
5 – A
ESCOLA PRODUTORA DE HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS
Comportamentos
antissociais, agressividades um desafio que hoje se faz presente no processo
inicial de escolarização por ter relação direta com a violência na escola,
somada as dificuldades de aprendizagem. O desenvolvimento sócio emocional
geralmente não é planejado sua aplicação é ineficiente. A escola quando minimiza
sua ação na função social, deixando despercebido o desenvolvimento interpessoal
ela se coloca na condição de promotora destes conflitos. Preocupar com o desenvolvimento do aluno para
o mercado de trabalho, mas não deixando em detrimento seu desenvolvimento nos
relacionamentos, ou seja, no social levando em conta a internalizar como
individuo coletivo, sua formação de valores, crenças, nas condições presentes e
numa projeção futura ao adquirir as habilidades de participação, organização de
relacionamentos com os outros e com o grupo social. Nunca deixando de aplicar
que as habilidades interpessoais é um componente necessário para o exercício da
cidadania, estes alunos precisam estar preparados para as possíveis
dificuldades que irão encontrar dentro e fora da escola no que se diz respeito
a relacionamento.
As atuais diretrizes
curriculares para o ensino fundamental incluem os conteúdos que se denomina “Temas
Transversais”, que num ponto ou noutro inclui comportamentos interpessoais, mas
não existe uma política para que esses temas sejam sistematizados, os mesmo
sempre aparecem um pouco dispersos em algum conteúdo ou texto o que dificulta
sua aplicação.
5.1 – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: VIOLÊNCIA
COMO TEMA COMPLEMENTAR
Devemos aproveitar cada
situação e criar trabalhos com o tema “violência” durante as aulas,
principalmente nas disciplinas de artes, que pode trabalhar as pinturas, os
desenhos com grafites levá-los a criar textos onde sua expressão, discussão
sobre o assunto. Elaborar questões e dá para que sejam pensadas e escritas,
desenhadas e trabalhar bem o ambiente onde o relacionamento interpessoal seja
presente e mantidos dentro e fora da sala de aula. Enfim trabalhar na equipe a
expressão o diálogo e encontrar o meio mais adequado para trabalhar a realidade
expondo que a educação é o caminho para que eles atinjam seus objetivos e que a
construção dos seus conhecimentos se dá mediante pessoas que se respeitem.
Isso nos reporta que
devemos desenvolver a Inteligência emocional (Interno-Externa). Quando
conseguimos educar as emoções nos tornamos pessoas preparadas para lidar com
angústias, medos e frustrações. A Inteligência Emocional na educação ajuda o
processo de aprendizagem colocando o equilíbrio entre o desenvolver cognitivos
racionais e emocionais do aluno.
Em contra partida a essa
visão observamos educadores e educando atravessando dificuldades precariedades
e falta de valores humanistas. Enfrentamos uma desenfreada marca de violência
nas famílias, comunidades, escolas e em toda sociedade.
Algumas décadas passada
as dificuldades enfrentadas eram xingamentos e o falar alto na sala, enfim
coisa DO TIPO. Mas nestes últimos tempos tivemos que conviver com pessoas que
usam drogas. Estes aspectos nos impulsionaram a pensar sobre as emoções em
especial aquelas que projetam a situação como raiva, tristeza e o medo,
partindo deste ponto, alunos e professores necessitam conhecer e trabalhar suas
emoções e sentimento até ser capaz de transformar exatamente a raiva e o medo
em alegria e amor. Steiner e Perry (2001), afirma que; “O ser humano educado no
seu emocional possui habilidades nas suas emoções e o seu poder pessoal
desenvolve maior qualidade de vida”, essa ideia também Goleman (2012, p.18),
anuncia que:
“Uma Visão da natureza Humana que ignora
o poder da emoção é lamentavelmente míope. A própria denominação homo
siempiens, a espécie pensante é enganosa a luz do que hoje a ciência diz acerca
do lugar que as emoções ocupam em nossas vidas.”
Sabemos quando por
experiências próprias, quando se trata de moldar nossas decisões e ações à
emoção pesa tanto e às vezes muito mais quanto a razão, fomos longe demais
quando enfatizamos o valor e a importância do puramente racional. Quando o
emocional é dominante o intelecto por sua vez não vai a lugar nenhum, quando o
sujeito consegue desenvolver suas
competências emocionais ele automaticamente começa a desenvolver capacidades, liderar pessoas, mediar soluções, acordos
sendo capaz de neutralizar conflitos e disputas e o bom relacionamento que
facilita o viver com amigos, familiar, ambiente escolar, ambiente do trabalho é
evidenciado. Como Golemam diz “Ser educado no emocional é entender suas
próprias emoções e prestar contas dela.”.
5.2 – A ESCOLA PRODUTORA DE
HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS
Comportamento antissocial,
agressividade, um desafio que hoje se faz presente no processo inicial de
escolarização por ter relação direta com a violência na escola somadas à
dificuldade de aprendizagem. O desenvolvimento socioemocional geralmente não é
planejado e sua aplicação torna ineficiente. A escola quando minimiza sua ação
na função escolar, deixando despercebido o desenvolvimento interpessoal ela se
coloca na condição de promotora destes conflitos. Deve sim se preocupar com o desenvolvimento do aluno
para o mercado de trabalho, mas não deixando em detrimento seu desenvolvimento
nos relacionamentos, ou seja, no social levando em conta o indivíduo a
internalizar como individuo coletivo. Sua formação de valores, crenças, nas
condições presentes e numa projeção futura ao adquirir as habilidades de
participação, organização de relacionamentos com os outros e com o grupo
social. Nunca deixando de aplicar que as habilidades interpessoais é um
componente necessário para o exercício da cidadania, pois estes alunos precisam
estar preparados para as possíveis dificuldades que irão encontrar dentro e
fora da escola, no que diz respeito a relacionamento.
As atuais diretrizes curriculares
para o ensino fundamental incluem os conteúdos que se denomina “temas
transversais” que num ponto ou noutro exclui os comportamentos interpessoais,
mas não existe uma política para que esses temas sejam sistematizados, os mesmo
sempre aparecem um pouco dispersos em algum conteúdo ou texto o que dificulta
sua aplicação. Para DEL PRETTE, 2001.
Na verdade, a escola
tem sido, há muito criticada pela sua ineficiência na consecução dos objetivos
acadêmicos e por sua negligência na promoção do desenvolvimento humano e na
preparação do aluno para a vida social. Atualmente há um amplo reconhecimento
de que esses aspectos estão intrinsecamente imbricados.
As
relações Interpessoais, as habilidades sociais e os termos correlatos ainda são
tratados de uma maneira aleatória, aparecendo dispersos em conteúdos de textos.
Mesmo que a escola tente promover certo conjunto de habilidades sociais
necessária em seu contexto escolar, elas se definem em termos muito
abrangentes, o que dificulta a avaliação e não incluem como objetivos de
ensino, com dificuldade na seleção de métodos e procedimentos específicos de
orientação e treinamentos.
6
– MATERIAIS E MÉTODOS
O
desenvolvimento ético e social na formação do individuo é muito importante na
sua convivência com as diversidades do meio em que está inserido, e perpassa
por valores diferentes tanto no ético como no moral.
Situações embaraçosas
humanas envolvendo honestidade, generosidade, justiça e outros. Sempre foram
bem presentes nos tempos e na cultura e fazem parte da vida e da comunidade.
Nesta perspectiva procura-se investigar, inserir nas práticas pedagógicas estes
valores, que quando são transmitidos ocorre uma diminuição dos comportamentos
violentos, ou seja, comportamentos antissociais. Para que a escola trabalhe essa prática é
necessária à constância destes valores, o que às vezes está fragilizada na
aplicação da prática real. Tornando assim quase que inviável os relacionamentos
interpessoais, a cordialidade, a união, a solidariedade no meio escolar.
Partindo dessa observação a aplicação
e execução do projeto (violência- comportamentos Antissociais) na escola UEB
Menino Jesus de Praga, Vinhais – São Luis - Ma, onde foi realizada a observação
o desenvolvimento da disciplina de Estágio II, na modalidade séries iniciais do
Ensino Fundamental.
Verificou-se a
necessidade de desenvolver a prática visando inseri a Inteligência Emocional
interna e externa da escola, que determina o educar as emoções tornando as
pessoas preparadas para lidar com angustias, medos e frustrações. Levando em consideração que a criança como um
sujeito ativo na construção do seu conhecimento utiliza a mente para
compreensão do mundo. A Inteligência Emocional na educação no processo de
aprendizagem coloca o equilíbrio entre desenvolver cognitivos racionais e
emocionais dos alunos, buscando também a conscientização de valores e reflexão
sobre o comportamento em sala de aula, para que o ambiente do aprendizado se
torne prazeroso.
As atividades que
foram aplicadas tiveram como conteúdos os valores éticos e morais, respeitando
o estado cognitivo para absorção das definições de cada valor aplicado em sala
de aula. O projeto teve como objetivo, trabalhar e conhecer os valores da
afetividade, tanto na família como na escola dentro da sala de aula com os
companheiros e também junto à comunidade construindo conhecimentos sobre a
necessidade de mudanças nos comportamentos, nas atitudes culturais e sociais,
colocando os valores éticos para serem vivenciados no cotidiano escolar e
proporcionando assim o respeito e a dignidade a cada pessoa deste grupo.
Foi desenvolvida com
Referência, nos valores, amizade, respeito, bons costume, tolerância. Levando
para o desenvolvimento destas atividades em forma de cartaz, livro de
literatura, aplicação de vídeos trazendo como utilizar as boas maneiras, E como
culminância a exposição de todos os trabalhos confeccionados junto à comunidade
escolar onde foi executado todo o projeto, proporcionando assim a todos, a
valorização e o despertar na formação do caráter de um cidadão participante
ativo na sociedade.
Quanto a auxiliar
maiores informações sobre pesquisa realizada que teve como prioridade de fazer uma análise mais apurada
sobre os aspectos e causas que tem contribuído com os altos índices de
violência no âmbito escolar, mais especialmente na UEB – Menino Jesus de Praga,
onde fora aplicado um questionário aos trinta e nove alunos do 4º ano do turno
matutino, que foi elaborado com dez questões de caráter exclusivamente
objetivo. Após a pesquisa deu-se os respectivos dados coletados em tabelas e
gráficos.
6.1 – ANÁLISES SOBRE A FALA DOS ALUNOS
6.1.1 - A violência em sua Escola tem se dado com muita frequência?
GRÁFICO I – SOBRE A FREQUÊNCIA DE VIOLÊNCIA
NA ESCOLA
FONTE: Elaborado pela Autora
|
OPÇÕES
|
TOTAL DOS ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
66
|
62%
|
|
NÃO
|
24
|
38%
|
6.1.2 – Sua Família tem vindo sempre a Escola?
GRÁFICO II – A PARTICIPAÇÃO DA
FAMILIA JUNTO A ESCOLA
FONTE: Elaborado pela autora
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
8
|
20%
|
|
NÃO
|
31
|
80%
|
6.1.3 - você acha que a escola pode
proporcionar oportunidades?
GRAFICO III - SOBRE OPORTUNIDADES SE A ESCOLA OFERECE
FONTE: Elaborado pela autora
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
28
|
71%
|
|
NÃO
|
11
|
29%
|
6.1.4– Quando acontecem brigas e
discussões dentro da sala de aula, você acha que o professor deve interferir?
GRAFICO IV – INTERVENSÃO DO PROFESSOR
NAS BRIGAS
FONTE:
Elaborado pela autora.
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
26
|
70%
|
|
NÃO
|
10
|
30%
|
|
|
|
|
6.1.5 – Vocês têm participado de atividades na sua escola que venha
favorecer a inibição da violência?
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
29
|
75%
|
|
NÃO
|
13
|
25%
|
GRÁFICO V: PRÁTICAS
APLICADAS PARA INIBIR VIOLÊNCIA
FONTE: Elaborado pela Autora
6.1.6– Como se dá relação entre Professor X aluno
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
RUIM
|
3
|
0,5%
|
|
BOA
|
23
|
70%
|
|
OTIMA
|
2
|
25%
|
GRÁFICO VI – RELAÇÃO
PROFESSOR X ALUNO
FONTE:
Elaborado pela Autora.
6.1.7 - Você se acha uma pessoa
Agressiva?
GRÁFICO VII – AUTOEXAME
SOBRE O COMPORTAMENTO
FONTE:
Elaborado pela Autora
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
8
|
20%
|
|
NÃO
|
31
|
80%
|
6.1.8 – Já
aconteceu quando você saindo da escola um colega lhe bateu?
GRÁFICO VIII – VIOLÊNCIA AO SAIR DA
ESCOLA
FONTE: Elaborada
pela Autora
|
OPÇÕES
|
TOTAL DE ALUNOS
|
PERCENTUAL
|
|
SIM
|
08
|
22%
|
|
NÃO
|
31
|
78%
|
6.1.9 – Você Gosta da sua Escola?
|
Opções
|
Total
de alunos
|
Percentual
|
|
SIM
|
36
|
92%
|
|
NÃO
|
3
|
08%
|
GRÁFICO IX – VOCÊ GOSTA DA SUA ESCOLA
FONTE: Elaborada pela
autora
6.1.10– Você já foi vitima de Bullyng?
|
Opções
|
Total dos alunos
|
Percentual
|
|
SIM
|
13
|
35%
|
|
NÃO
|
24
|
65%
|
GRÁFICO X – ESTASTISTICA DOS ALUNOS QUE SOFRERAM BULLYNG
FONTE: Elaborado pela Autora.
7 –
DISCURSÃO
Partindo do ponto da
observação do que foram realizadas na escola, através do desenvolvimento da
disciplina do Estágio II, séries iniciais do Ensino Fundamental, iniciou-se uma
pesquisa revelando a importância que se fez necessária hoje, trabalhar os
valores éticos e morais nas disciplinas para que o sujeito seja socializado
dentro do padrão que a sociedade espera, já que esses valores têm estado no
esquecimento não só por parte da escola, mas iniciando na família.
A observação e a investigação desses
valores nos leva a uma análise de que o trabalho pode ser mais valorizado,
intenso, sempre criando estratégias e projetos para serem desenvolvidos, numa
unidade: Escola, Família e Comunidade resgatando assim esses valores e formando
o caráter do cidadão social, estabelecido nos comportamentos sociais.
O trabalho realizado na
graduação foi de muita eficácia no seu valor teórico e prático, sentirmos a
real necessidade que a escola tem em despertar sobre essas habilidades, ficando
inibida deste trabalho. A escola compromete a construção deste conhecimento nos
educando prejudicando seu desenvolvimento e prosseguindo por toda sua
trajetória diante da sociedade.
Consultamos diversos
textos, livros e sites, relacionados à educação como referência a abordagem do
tema Violência Comportamentos Antissociais, tanto na família, escola e
comunidade para que o trabalho pudesse se desenvolver da forma mais coerente
com relação ao que foi encontrado na realidade na escola onde foi realizado o
projeto de violência e comportamentos antissociais.
6 CONCLUSÃO
Mediante
as pesquisas realizadas vimos como os processos de aquisição dos valores éticos
são falhos e esquecidos na sua aplicação, pois sempre costumamos ouvir da mídia
no geral que ocorrem nas instituições escolares casos de violência e que deixam
a sociedade estarrecida.
E o que é ainda pior
nesta novela, que passando o susto como passado um capitulo de novela, tudo
volta a normalidade a maioria das pessoas absorvem esse fato como se já fosse
natural, ou seja, é como se a violência fizesse parte de nosso dia a dia e que
as escolas é o lugar onde as pessoas a expõem.
Entretanto para
aqueles que estão inseridos nos acontecimentos não olham com normalidade,
professores, pais, funcionários, alunos, ficam oprimido diante da violência e
seus efeitos.
A violência em todos
os sua estrutura, assusta, aterroriza e deixa marcas que não são tão fácies de
extinção. Às vezes a escola não convive com atitudes que são extremas de
violência, mas suas ramificações são terríveis como: Indisciplinas,
Incivilidades, Bullyng. O que é perceptível em todos os aspectos está
relacionado às relações Interpessoais, e que estão instalados no interior da
escola. Entende-se que o clima escolar que resulta desta relação traz os
acontecimentos que sejam positivos quer sejam negativos. Trabalhar para que
seja o mais favorável possível é dever de todos nós.
Diante de tudo o que
foi exposto é necessário estudar, dialogar, analisar, o que pode está sendo
executado e estabelecer metas para conter, enfrentar, prevenir e até reverter
este quadro. Isso é que tem permeado os desejos de professores, diretores,
pedagogos, funcionários, pais. Enfim todos os que fazem parte da estrutura do
universo escolar. Não podemos permitir que a escola viesse perder sua
identidade, esperando que os problemas se resolvam por si só ou acreditando que
os alunos que estão vivendo estas dificuldades não possam ser recuperados.
Se a escola e todo
corpo docente elaborar ideias nunca esquecendo que o individuo precisa somente
de boas relações de convivência. Então será criado um ambiente com um clima
saudável e preparado para a aprendizagem e o desenvolvimento de potencialidades
na vida de cada um.
REFERÊNCIAS
AQUINO, Julio Gropp. Indisciplina. São Paulo. Ed. Moderna,
2003
.
BOCK, Ana Mercês Bahia;
FURTADO, Odair; TEXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologia Social. São Paulo.
Ed. Saraiva, 2002.
Br.guia. infantil.com/gravidez-gravidez/82-alimentação-gestante/389-Sindrome do
alcoolismo-fetal.html.
Acesso e, 31/07/2012.
GARCIA, Joe. Indisciplina na Escola. Curitiba nº95.
1999.
LANE, Silvia. T.M.
Codo, Wanderley. Psicologia. São
Paulo. Ed. Brasiliense, 2004.
MOREIRA, Roméria Costa
Melo. Estágio disciplina II. Séries
Iniciais do Ensino Fundamental. 2012.
PRETTE, Almir Del;
PRETTE, Zilda. Habilidades Socias Desenvolvimento
e aprendizagem. Campinas-SP. Ed. Alínea, 2003.
HTTP.//saúde SAF.
blogspot.com. br/2010/04/0 que é síndrome do alcoolismo fetal-saf,html. Acesso
26/07/2012.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
ROTEIRO DE DIAGNÓSTICO I – TÓPICO IDENTIFICAÇÃO DO SER COGNOSCENTE § Nome: § Data de nascimento: § Idade: § Escolari...
-
Olá amigas Educadoras, li na Revista do mês Junho/julho-2012 Nova Escola, uma mini projeto para alunos com necessidades especiais e achei e...
-
"Entendendo que ensinar não é transferir conhecimento, mais criar possibilidades para sua própria produção ou construção" (Paulo F...
